Só sei que nem eu entendo porque madrugadas assim, vazias, me faz querer refletir sobre tudo que sinto e nada que me explico.
Queria ao menos ser grata a atitude alheia, não errar em me entregar, não errar em me reservar.
Gostaria de fazer minhas próprias filosofias virarem caminhos. Quero poder entregar o meu futuro ao vento confiando no caminho que ele me levará ... Mas nem no vento eu consigo confiar.
As vezes me detesto por ter medo de arriscar, ter medo de amar mais uma vez.
Me detesto só de pensar que aquele flash pode se refletir mais uma vez nesse momento, nessa história que há de acontecer.
Me detesto por não me entregar, por ter frieza extrema há quem não merece.
Me detesto por conseguir demonstrar meus sentimentos através de um simples olhar.
Me detesto por pensar em tudo e em todos e no final só me ver pensando em mim.
Me detesto por ser sentimental e chorar por motivos quase inúteis.
E principalmente me detesto por me detestar ao invés de aceitar as minhas atitudes e o meu jeito de ser, confiar, prosperar e amar.
